Henry Giroux

Henry Giroux

Henry Giroux nasceu em 18 de setembro de 1943, em Providence, Rhode Island. Filho de Armand e Alice Giroux. Americano crítico cultural recebeu seu doutorado em 1977, da Carnegie – Mellon. Tornou-se professor de Ensino na Universidade de Boston, 1977/1983.
Em 1983, se tornou professor em Educação e renomado estudioso em residência na Miami University em Oxford, Ohio, onde também atuou como diretor do Centro de Educação e Estudos Culturais.
Henry Giroux ajudou a desenvolver a teoria crítica sobre currículo, destacando-se como figura importante na teoria da educação radical, expandido a idéia de uma “Pedagogia de fronteira”. Professor nos E.U.A., um dos maiores representantes da teoria crítica educacional da atualidade, enquanto educador aborda questões de importância teórica, política e pedagógica, voltando-se para áreas que englobam a problemática da cultura popular, assim como nas artes de um modo geral, porém, sempre em conexão com a questão pedagógica e curricular.
Seus últimos trabalhos continham, de forma limitada, contribuições do pós-modernismo e pós-estruturalismo, centrando suas críticas à racionalidade técnica e utilitária, assim como o positivismo das perspectivas dominantes sobre currículo.
Na visão de Giroux as perspectivas dominantes ao se concentrarem em critérios de eficiência e racionalidade burocrática, deixavam de levar em consideração o caráter histórico, ético e político das ações humanas e sociais; particularmente do conhecimento. E como resultado desse apagamento, contribui para a reprodução das desigualdades e das injustiças sociais.
Giroux se inclinava, nesse momento, para uma posição claramente tributária do Marxismo, evitando, ao mesmo tempo, uma identificação com a rigidez economicista de certos enfoques marxistas.
No momento em que Giroux começa a escrever já estavam em circulação as teorizações que teriam, depois, tanta influência sobre a teoria educacional crítica:
• A crítica da ideologia de Althusser;
• A crítica cultural de Bourdieu e Passeron;
• O princípio da correspondência de Bowles e Gintis.
Giroux não estava satisfeito com a rigidez estrutural e com as conseqüências pessimistas dessas teorizações. Concentrando boa parte do seu trabalho inicial de críticas a essas perspectivas. Nesse modelo, o que ocorria na escola e no currículo estava determinado de antemão pelo que acontecia na economia e na produção.
Ele também criticava as vertentes da crítica educacional da fenomenologia e os modelos interpretativos de teorização social. Uma das correntes do movimento de reconceiptuação da teorização curricular estava centrada nesse estudo fenomenológico.
Giroux critica essas análises por não darem suficiente, ou nenhuma, atenção às conexões entre, de um lado, as formas como essas construções se desenvolvem no espaço restrito da escola e do currículo e, de outro, as relações sociais mais amplas de controle e poder. Para Giroux a escola e o currículo devem ser locais onde os estudantes tenham a oportunidade de exercer as habilidades democráticas da discussão e da participação. O currículo é um local onde, se produzem e se criam significados sociais.

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